Alguns aspectos da tão sonhada Reforma Tributária Brasileira.
A
Reforma Tributária Brasileira visa reformular a maneira como o sistema de
tributação existente no país age. Em seu âmago, busca transformar esse sistema
para um mais igualitário e justo. Com um modelo de tributação mais eficiente,
menos complexo e menos taxativo pode-se alcançar melhores índices de
desenvolvimento econômico, de eficiência empresarial e uma diminuição
expressiva da pesada carga tributária que dificulta a vida dos mais pobres.
A
referida reforma deve atender a alguns aspectos distintos para garantir o bem
estar social, através de uma maior eficiência do Estado, desenvolvimento do
setor privado sem as amarras da alta carga tributária.
Dentro
do setor público a primeira grande questão é diminuir a parcela da União
correspondente a receitas tributárias e aumentar o repasse aos Municípios.
Segundo a União esse repasse se faz improcedente, visto que a fiscalização
quanto à utilização de recursos públicos pelas prefeituras é menor e com mais
recursos a corrupção poderia de alastrar rapidamente. Em contra-argumentação os
prefeitos afirmam que o ente federativo mais próximo da população é justamente
os municípios e que eles são mais conhecedores das necessidades da população e
que a governança Municipal é mais eficaz que a Estadual ou Federal. A segunda
grande problemática diz respeito ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e
Serviços Comunição e Transporte Intermunicipal e Interestadual (ICMS). A ideia
de fomentar o desenvolvimento regional próximo do mesmo patamar vai sendo
esvaída pelo fato de que cada região/Estado quer ganhar mais em detrimento ao
recuo de receita de outro ente da federação. Como nenhum deles quer perder, mas
querem ganhar mais, esse impasse dificulta a instalação imediata de uma reforma
tributária que é necessária ao país.
No
setor privado a grande questão é aumentar a competitividade das empresas face
aos mercados nacionais e internacionais. Aumentar ou diminuir subitamente os
tributos de importação como vem sendo feito não é o melhor caminho a ser
seguido. As empresas precisam ganhar competitividade e a onerosa carga
tributária impede essa condição, dado que para algumas empresas os tributos
consomem 30% a 40% da receita. Para os industriais a carga tributária é o que
mais preocupa, mais até que a concorrência do exterior. Os altos custos de
produção impedem que as empresas brasileiras concorram no mercado exterior
considerando que estes altos custos tributários são repassados para o preço
final do produto. Outro fato é a dificuldade de investimentos que as empresas
encaram. Na compra de bens são pagos alguns tributos à vista, como PIS e
COFINS, recebendo o crédito em 24 meses, neste caso fica claro a artimanha do
Estado em financiar seus atividades a longo prazo. Na folha de pagamentos
também fica evidente a dificuldade em se dar continuidade a políticas de
competitividade das empresas quando é calculado o custo de um empregado em um
empresa que saiu da proporção de 2 para 1, para 2,4 para 1, ou seja, se um
empregado recebe fixo R$ 1.000,00 ele pode custar até R$2.400,00 para as
empresas se todas as obrigações previdenciárias e trabalhistas forem cumpridas.
Em virtude dessas questões as empresas pedem desesperadamente uma reforma que
garantam os direitos dos empregados e as receitas do Estado, porém que não as
impeça de crescer e ganhar novos mercados.
Autor: Werley Novais.
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