sábado, 27 de abril de 2013


Formação demais atrapalha na carreira?
 
Marcelo Miranda

Em função de e-mails recebidos de leitores pedindo opinião se excesso de educação ou formação pode atrapalhar na carreira, volto neste assunto recorrente aqui neste blog discutindo post passado.
Conheço muitos bons exemplos de pessoas que cresceram e são um sucesso sem formação acadêmica ou profissional, admiro, reconheço e valorizo, mas não vejo como regra.

A formação e o investimento na própria carreira transformam os profissionais em pessoas mais preparadas para decidir, para resolver problemas, para entender conflitos. Estudos de casos, conhecimentos de diversas áreas, são investimentos que nos preparam para desafios maiores futuros.

Vejo com frequência pessoas que se inscrevem em curso de pós graduação buscando retorno imediato do curso em promoções ou no salário, e também não funciona bem assim. Muitas vezes o conhecimento, os casos ali vistos nos trarão retorno no médio prazo, com a junção da teoria com a prática no nosso dia a dia. É preciso equilibrar o que se aprende na teoria com nossa vivência prática. Essa mistura trará crescimento profissional.

Estudar por estudar geralmente não leva ninguém a lugar nenhum.  Mas se a pessoa se preocupa em se preparar para os próximos desafios, aprender novos conhecimentos para abrir a cabeça e ampliar o leque de oportunidades, e principalmente souber equilibrar a formação com a prática e a experiência acumulada, o estudo, a formação é para mim como um fator muito positivo e não um ponto negativo. Profissionais que investem em si mesmo demonstram uma inquietação e ambição positiva. A formação é um meio de nos tornarmos mais preparados e adquirirmos conhecimentos e habilidades que afetarão positivamente nosso desempenho profissional quando bem direcionados.

E nesse mundo onde sobra informação superficial e falta conteúdo, uma educação/formação de qualidade pode ser um acelerador para o desenvolvimento profissional de cada um, equilibrando períodos de formação com períodos de consolidação na prática dessas habilidades e conhecimentos aprendidos.

Assim, não concordo que excesso de educação pode atrapalhar na carreira. Formação e conhecimento são sempre bem vindos e são impulsionadores de novas habilidades e competências que fazem melhores profissionais quando equilibrados com a correta  experiência prática. E você, qual sua opinião sobre o assunto?
A minha opinião você já sabe, educação de qualidade voltada para trazer novas competências com a correta dose de prática é sempre bem vinda!
 
Postada em 18.04.2013 - 14h44   

Marcelo Miranda, presidente da Precon Engenharia, é engenheiro civil pela UFMG, MBA por Stanford e IBMEC, com especializações em Harvard e Columbia.

Matéria postada por Werley Novais.

segunda-feira, 15 de abril de 2013


A Importância do Capital de Giro




Um dos investimentos mais importantes a ser feito numa empresa, e mesmo assim, muitas vezes, subestimado, é o investimento em capital de giro. Não é incomum os empreendedores estimarem os investimentos em materiais de escritório, móveis, salas, máquinas, matéria prima, etc., e esquecerem-se de colocar em suas planilhas o investimento que será necessário para pagar as contas e adquirir novos insumos, a medida que estes serão consumidos. Ai, então, a empresa começa a se endividar e, muitas vezes, quebra mesmo antes de chegar em seu período de maturação.

O capital de giro é o montante de recursos necessário para que a empresa possa desempenhar suas atividades do dia-a-dia, ou seja, girar. A quantidade exigida para o capital de giro dependerá de diversos fatores, como o tamanho da empresa, o setor em que atua, a sazonalidade do negócio, etc. Contabilmente, pode-se definir o capital de giro como a diferença entre o passivo circulante e o ativo circulante, ou seja, é a diferença entre as dívidas de curto prazo – como pagamento a fornecedores, salários a pagar, impostos – e as receitas de curto prazo – dinheiro em caixa, aplicações financeiras de curto prazo, recebimento de vendas a prazo. Em suma, o capital de giro é a parcela de recursos de longo prazo (endividamento, capital de sócios) que financiam as atividades de curto prazo da empresa.

O administrador financeiro, que pode ser o próprio dono da empresa, uma pessoa especificamente designada para a função ou uma consultoria especializada, passa grande parte do seu tempo a analisar e gerenciar o capital de giro da empresa, através do gerenciamento do contas a pagar e receber, financiamento de estoques, e administração de déficits de caixa. Através do acompanhamento do fluxo de caixa, importantes decisões, como melhor momento para compra e os prazos que poderão ser dados para venda são tomadas e procuram evitar que exista um desencaixe nos pagamentos e recebimentos da empresa.

Diversas são as causas dos problemas relacionados ao capital de giro, como a queda nas vendas, aumento da inadimplência, aumento de despesas financeiras e operacionais. Entretanto, as soluções para resolvê-las também são inúmeras, como o desenvolvimento de um planejamento estratégico, manter uma reserva financeira, reduzir o ciclo econômico da empresa, maior controle da inadimplência, procurar a melhor forma de endividamento, combinando taxas reduzidas e prazo alongado, e a redução dos custos.

Autor: Daniel Duarte Jevaux
 Economista formado pela Universidade Federal de Santa Catarina; pós-graduado em Finanças, Investimentos e Mercado de Capitais, pela Fundação Getúlio Vargas.

Matéria postada por Werley Novais.